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A Revolução e a Criação Artística

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EXTENSÃO DO ROMANTISMO

Memória do Feliz Juramento da Constituição Portugueza nos faustosos dias 24 de agosto e 15 de setembro de 1820 [enigma]. Biblioteca Nacional de Portugal, Lisboa.

O ímpeto para a criação artística é, também ele, um ímpeto revolucionário que se reflete em obras que marcaram a história da música e da cultura de vários países. Estas obras representam tochas acesas em defesa de determinados princípios e são demonstrações acérrimas de posições ou oposições.

No caso de Bach, as variações Goldberg representam, ainda hoje, um epítome da forma e do tema, tendo revolucionado a sua estrutura e a definição pela riqueza emocional e complexidade contida das 30 variações.

Reinhold Gliére compositor russo, foi um dos mais emblemáticos da sua época, tendo assistido à Revolução de Outubro de 1917. As suas obras, para além de serem representações sinfónicas e operáticas, muitas das vezes eram motivadas por posições políticas, como é exemplo A Papoula vermelha (1955).

Já Nicolau Medina Ribas traz para Portugal, e em especial para o Porto, o melhor da escola violinística. Ribas foi ensinado por Beriot no Conservatório de Bruxelas, este mestre que embandeirou no violino os ideais da Revolução Francesa e inspirou-se, nas suas composições, em Paganini.

De Mozart, compositor austríaco, apresentamos uma obra que representa uma inovação indiscutível para a época no virtuosismo do oboé. Foi escrita para o seu amigo Friedrich Ramm, para que pudesse demonstrar todas as recentes possibilidades do instrumento que desenvolveu.